Meu quintal não tem cerca, meu coração não tem medidas.
Meu cachorro não morde, minha casa não tem trancas.
O abismo não existe, vizinho também não há.
Inexorabilidade é imperial na varanda da lembrança esquecida.
Agora me encontro assim;
Feliz sem alegria,
Triste sem tristeza.
Alma vagante, errante,
Corpo cansado, doente.
Assim, agora, vou...
Diz-me alma, se sabes tu,
Qual vã filosofia rege-me o espírito,
Cala-me o coração da voz;
A do oportunismo ou da necessidade?
Se sabes tu, diz-me.
Adquiro novas formas de agir, de reagir.
Conquisto por direito, por querer e ter.
Sem registro nem carimbo.
Só selo de garantia mas sem direitos garantidos.
11 de maio de 2010
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